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Comportamento
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  • 04/03/2010 18:02
    GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS.
     
     
     
    GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA – CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS.


    Hoje estaremos abordando as causas e conseqüências da gravidez na adolescência e ampliando assim nosso universo de informação.
    Segundo estatísticas, cerca de 20% das crianças nascidas a cada ano no Brasil são filhas de adolescentes. Comparado à década de 70, três vezes mais garotas com menos de 15 anos engravidam hoje em dia. A maioria não tem condições financeiras nem emocionais para assumir essa maternidade. Importante observar que todas as classes sociais estão inseridas, mas a incidência é maior e mais grave nas populações mais carentes.
    Mais alarmante é o fato de que 49,1% dessas adolescentes ficaram grávidas sem que houvesse o desejo da gestação. Interessante observar que existem vários motivos que levam os adolescentes a ter relações sexuais pela primeira vez e continuar a atividade sexual. São elas:
    1. como forma de conseguir proximidade com o outro ou com o grupo;
    2. um modo de ter novas experiências;
    3. para provar que já alcançou maturidade;
    4. para se igualar aos outros amigo(a)s e conhecido(a)s;
    5. como meio de encontrar alívio de certas pressões sociais e/ou familiares;
    6. para investigar os mistérios do amor;
    7. por desejos e atrações sexuais;
    8. por curiosidade e,
    9. por amor.

    Muitos são os riscos de uma gravidez na adolescência, pois se sabe que na faixa dos 14 anos a mulher ainda não tem uma estrutura óssea e muscular adequada para o parto e isso significa uma alta probabilidade de risco para ela e para o feto. É hoje evidente que a adolescência, sobretudo até aos 16 anos, não corresponde ao período desejável de maturidade que a gravidez implica.
    Passamos por quatro estágios até atingirmos a idade adulta: pré-adolescência, princípio propriamente dito da adolescência, meio da adolescência, fim da adolescência e, enfim, o estado adulto. Durante esses estágios estamos passando por processos de maturação de vários órgãos do nosso aparelho reprodutor. Também estamos trabalhando nossos afetos de maneira mais elaborada e consciente.
    Dados científicos internacionais comprovam um incremento da mortalidade infantil, do baixo peso à nascença e dos riscos acrescidos quanto à saúde pré e perinatal associados à gravidez na adolescência. Esses estudos definiram igualmente que os pais adolescentes apresentavam piores índices de saúde, maiores dificuldades econômicas e maior proporção de ruptura da relação amorosa e apontam ainda uma tendência mais elevada à reprodução de gravidez adolescente na geração seguinte.
    É muito comum vermos os adolescentes nos perguntar: Eu estou pronto para a sexualidade? Quando deve ser a primeira vez? Não existe a altura certa para estar preparado a iniciar a vida sexual ativa como também não existe uma data para a primeira vez, mas é importante perceber que ao mesmo tempo em que às mudanças do nosso corpo vão acontecendo, a sexualidade que está a aparecer permite-nos novas formas de dar e receber carinho, amor, proteção e cuidados. Esta aprendizagem leva tempo e como podemos imaginar só no final da adolescência e princípio da idade adulta é que começamos a estar preparados totalmente, tanto física como psicologicamente, para assumir uma relação de confiança/compromisso, intimidade/proximidade e paixão/ atração física.
    Bem, tudo o que não observamos ou que deixamos de refletir pode nos trazer grandes prejuízos, por isso não devemos viver reféns da modernidade e nem do modismo: "Não podemos aguardar que os tempos se modifiquem e nós nos modifiquemos junto, por uma revolução que chegue e nos leve em sua marcha. Nós mesmos somos o futuro. Nós somos a revolução."(Beatrice Bruteau)
    Cabe a você, adolescente, fazer diferente e ser sua própria revolução!
    Até semana que vem!



    Drª. Rita Magda Almeida.
    Psicanalista Clínico de crianças, adolescentes e adultos.
    Fones: (032)37213244 ou (032) 88367656
    E-mail: rita.magda@terra.com.br