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Comportamento
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  • 27/08/2009 21:04
    QUE PAPEL É ESSE - FUNÇÃO MATERNA?
     
     
     
    A função materna é desempenhada pela pessoa que cuida, amamenta (no peito ou mamadeira – tanto faz), olha nos olhos da criança, ouve o que ela diz, está atenta aos seus sinais (orgânicos e emocionais) e desenvolve uma série de pequenas atividades que são de grande importância para a criança (cantar, contar histórias, passar medicamento e assoprar...).
    Todas essas atitudes permitem à criança perceber-se como um ser amado, desejado e importante: “Alguém gosta de mim!”. Essencial para o desenvolvimento sadio. Esse papel foi (e ainda é) tradicionalmente desempenhado pela mãe, embora qualquer pessoa possa exercê-lo – desde que realmente dê a atenção necessária à criança!


    Não há dúvidas de que, embora desgastante, a função materna é extremamente gratificante, tanto para homens quanto para mulheres. Acompanhar o desenvolvimento de uma criança é, para a maioria das pessoas, algo muito prazeroso, tanto pelo vínculo afetivo como pelas idéias de poder (o poder de criar, de comandar outra vida) e fantasias associadas (meu filho é... ou será..., quero que meu filho seja...), em geral projeções dos próprios desejos da mãe ou do pai.
    Sabemos que é desejo de todo ser humano à volta ao útero materno, como símbolo do paraíso. E a história se encerra com esse ensinamento: “Não há lugar como a nossa casa".


    Devemos contar histórias infantis e contos de fadas, porque inconscientemente elas permitem às crianças, fantasiarem e simbolizarem, dando asas à imaginação, algumas questões que precisam ser elaboradas. A cada história, elas podem traçar novos caminhos, novas articulações e novos significantes de acordo com as próprias necessidades. Nas histórias infantis encontramos "disfarçados" em personagens ou no enredo, as instâncias psíquicas, as pulsões, a questão simbiótica da relação mãe-criança, a vivência das questões edípicas e da angústia da castração. O ser humano nasce com capacidade de simbolizar e estrutura-se a partir de dois movimentos: conhecer o objeto e perder o objeto. Quando simbolizo eu posso sentir a perda. É olhar e substituir o objeto perdido por outro. A vida é também uma troca. Quando substituímos, simbolizamos e então amadurecemos.

    1. Esteja atento às necessidades de seu filho: ouça-o, olhe nos olhos dele, abaixe-se para falar com ele. Mostre que você está atento a ele.

    2. Valorize o que seu filho faz: ajude nas lições, conheça os amiguinhos dele, saiba quais são seus personagens preferidos, compareça às reuniões da escola, eventos esportivos e festivos.

    3. Saiba dizer “não” sem se sentir culpado. É melhor que seu filho aprenda a conviver com pequenas frustrações desde pequeno. Cedo ou tarde ele terá de se deparar com os limites reais da vida e precisa estar preparado, para evitar grandes decepções.

    4. Converse muito com a(o) companheira(o) para definiras regras e os limites, a fim de evitar conflitos maiores. Mas saiba que ter opiniões divergentes, eventualmente, é parte do processo e uma oportunidade de amadurecimento também para vocês.

    5. Não tenha medo de errar perante seu filho. Aceite suas próprias limitações e não tema perder o amor dele... Ainda que ele venha a se decepcionar com o seu “lado mau”, isso é necessário. Até porque, com o tempo, ele terá de descobrir que você, como todo mundo, não é perfeito. Aos poucos ele descobrirá isso e terá mais facilidade para lidar com seus próprios limites e imperfeições
    Um garotinho perguntou à sua mãe:

    - Mamãe, por que você está chorando?

    E ela respondeu:
    - Porque sou mulher...

    - Mas... eu não entendo.

    A mãe se inclinou para ele, abraçou-se e disse:
    - Meu amor, você jamais irá entender!

    Mais tarde o menininho perguntou ao pai:
    - Papai, porque mamãe às vezes chora sem motivo?

    - Todas as mulheres sempre choram sem motivo...
    Era tudo o que o pai era capaz de responder...

    O garotinho cresceu e se tornou um homem. E, de vez em quando, fazia a si mesmo a pergunta: "por que será que as mulheres choram, sem ter motivo para isso?"

    Certo dia esse homem se ajoelhou e perguntou a Deus:
    - Senhor, diga-me... por que as mulheres choram com tanta facilidade?

    E Deus lhe disse:

    - Quando eu criei a mulher, tinha que fazer algo muito especial.
    Fiz seus ombros suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro... porém suficientemente suaves para confortá-lo.
    Dei a ela uma imensa força interior para que pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes provem de seus próprios filhos!


    Dei-lhe a fortaleza que lhe permite continuar sempre a cuidar de sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até mesmo quando outros entregam os pontos!
    Dei-lhe sensibilidade para amar seus filhos, em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito...
    Essa sensibilidade lhe permite afugentar qualquer tristeza, choro ou sentimento da criança, e compartilhar as ansiedades, dúvidas e medos da


    Porém, para que possa suportar tudo isso, meu filho... eu lhe dei as lágrimas, e são exclusivamente, para usá-las quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada lágrima um pouquinho de amor. Essas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a humanidade!

    O homem respondeu com um profundo suspiro...
    - Agora eu compreendo o sentimento de minha mãe, de minha irmã, de minha esposa.