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Comportamento
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  • 30/06/2009 14:05
    “NÓS DE AFETOS” – LAÇOS QUE FICAM
     
     
     
    O Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político. Na década de 1920, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes.


    Ele também é comemorado em outros países em datas diferentes da do Brasil. Muitos países comemoram o dia das Crianças em 20 de novembro, já que a ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece esse dia como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança tenha proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento.


    Nessa semana, já nos deparamos com pais às voltas na compra dos presentes de seus filhos, para a comemoração do “Dia das Crianças”. Há um apelo da mídia para determinados tipos de brinquedos, que são atendidos pelos pais quando da escolha de seus filhos para esse ou aquele brinquedo. Mas devemos estar atentos para não atendermos os anseios de nossos filhos por obrigatoriedade, ou como autômatos, comprarmos suas lembranças sem nenhuma reflexão acerca de ser criança. Refletir acerca da evolução necessária ao homem é estar ciente dos fatos naturais e imprescindíveis para que a natureza humana se aperfeiçoe. É importante abrir o coração para participar desta especial trajetória. O amor divino presente em todos nós precisa ser exercitado diariamente. Ele está sempre disponível para ser praticado em qualquer situação, desde que haja consciência a respeito de sua verdadeira força e do poder de transformação nele existente. Não adiantam os manuais para alcançar a felicidade; o segredo está no amor e no carinho do ambiente familiar. O verdadeiro amor não se conhece por aquilo que damos ou exigimos, mas por aquilo que oferecemos.


    Vou lhes contar a história de um pai. Indagado pela diretora da escola de seu filho, numa reunião de pais, de como eles praticavam o amor e o relacionamento com seus filhos, o mesmo respondeu em sua simplicidade: “Dona Marta, a senhora sabe que eu não tenho como estar com os meus filhos durante a semana, pois tenho que prover o sustento de minha família. Isso me incomoda muito, pois saio para trabalhar muito cedo, e eles ainda estão dormindo e quando chego, eles já não se encontram mais acordados. Fiz um trato com eles no final de semana. Todas às vezes que eu chegasse do trabalho, iria ao quarto deles e lhes daria um beijo e, para que eles soubessem que eu estive ali, daria um nó na ponta de seus lençóis. Assim tenho procedido e pelas manhãs, quando eles acordam sabem que estive ali e estou presente. O nó era o elo de comunicação entre eles”. A diretora ficou encantada com a história daquele pai tão simples e perguntou a ele quem eram seus filhos. Naquele momento, ela constatou que ele era o pai de seus três melhores alunos.


    Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.


    A preocupação com nossos filhos só é válida, quando eles sabem e sentem isso. Os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras, portanto, é importante que nossos filhos ouçam “a linguagem do nosso coração”. Por isso, criem para seu filho, atos que demonstrem o seu verdadeiro amor, como o pai que criou “nós de afeto” nos lençóis.


    A vocês, crianças, eu desejo paz, saúde e muita alegria. Que sejam plenos de luz, esperança e harmonia. Com muitos sonhos e emoções, porque é com a imaginação que governamos o mundo!

    Até semana que vem!



    Drª. Rita Magda Almeida.
    Psicanalista Clínico de crianças, adolescentes e adultos.
    Fones: (032)37213244 ou (032) 99860872
    E-mail: rita.magda@globo.com